Botafogo vira amigo da corte; STF ganha setor visitante para os clubes
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O Botafogo apareceu na relação de clubes que pretendem participar, como amigos da corte, da ação contra a medida que restringe as bets. A expressão jurídica é elegante: parece que o STF vai receber a turma para um café, quando o assunto envolve patrocínio, contratos e planilhas capazes de gelar qualquer bule.
Segundo a apuração divulgada por PVC, entre 18 e 19 equipes das Séries A e B devem aderir ao processo. Fluminense, Mirassol e Chapecoense também foram citados entre os participantes previstos. A mobilização tem clima de excursão, só que ninguém levou bandeira, instrumento musical ou confiança na renda do próximo ano.
O Botafogo entra nessa conversa com o uniforme ainda cheio de compromissos comerciais e uma pergunta simples: quem paga a conta quando a marca some da camisa? No futebol brasileiro, toda crise começa como tese constitucional e termina com um diretor tentando vender espaço na manga.
Nem todos seguirão o mesmo caminho. Palmeiras e Athletico-PR, por exemplo, foram apontados entre os que não pretendem aderir por decisão própria; Corinthians e Internacional aguardariam outra possibilidade de apoio financeiro. O campeonato conseguiu criar grupos até fora do campo.
Por enquanto, não existe placar final, liminar levantando taça nem ministro escalado de centroavante. Há uma disputa jurídica em formação. O Botafogo apenas descobriu que “amigo da corte” é o único reforço que pode chegar sem exame médico e ainda assim precisar de um processo inteiro para estrear.




















