Bidu treina com carga controlada e Corinthians descobre o botão de volume

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Nem todo treino precisa ser ouvido no último volume. O Corinthians está controlando a carga de Matheus Bidu, que trata uma pequena hérnia e continua participando das atividades. Para um clube em que até a discussão sobre escanteio costuma chegar aos gritos, descobrir que existe intensidade intermediária já é uma novidade.

O problema exige cuidados, e a comissão acompanha a reação do lateral antes de decidir sua utilização. A intenção é administrar o quadro e evitar uma operação. Isso não transforma cirurgia em assunto encerrado nem garante presença no próximo jogo: o corpo ainda não assinou a escalação que o torcedor montou no celular.

A Data Fifa oferece tempo para esse acompanhamento. A pausa, tão tratada como inimiga quando interrompe uma sequência boa, desta vez pode trabalhar sem ser vaiada. Bidu segue com tratamento e atividades dosadas; o calendário, excepcionalmente, não precisa entrar de carrinho na recuperação.

Na arquibancada imaginária do treinamento, sempre existe alguém disposto a resolver tudo com “é só correr mais”. O mesmo cidadão costuma pedir elevador para subir um andar. Talvez a contribuição mais valiosa dele seja não apertar nenhum botão enquanto os profissionais cuidam do jogador.

Fernando Diniz aguarda uma resposta que não vem em desenho de prancheta. O lateral pode conhecer o caminho do ataque inteiro; neste momento, o primeiro avanço útil é conseguir terminar o trabalho na carga certa. O botão de volume fica com a comissão, por mais que a torcida já esteja procurando o controle remoto.


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