Raphinha ensaia falso 9 e Seleção procura um centro que não fique parado

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O número nove apareceu no treino da Seleção, mas o ocupante ganhou permissão para sair do endereço. Carlo Ancelotti testou Raphinha como falso 9, com três meio-campistas atrás dele, antes do novo amistoso diante da Austrália. Quem procurou um centroavante imóvel encontrou uma placa de ‘volto já’ na área.

Raphinha conhece a função no Barcelona, onde tem começado a temporada com muitos gols. No ensaio brasileiro, sua mobilidade pode abrir espaço para os pontas e aproximar o meio do ataque. Pode: treino aberto à imprensa não é compromisso irrevogável de escalação, e o adversário ainda terá direito de atrapalhar a ideia.

O zagueiro imaginário recebe um mapa para marcar o atacante. O mapa recomenda procurar no centro, nas pontas, entre linhas e, se nada funcionar, perguntar ao volante. Enquanto ele decifra a legenda, a bola já mudou de lado. O plano só se torna engraçado para a defesa se os passes encontrarem gente em movimento.

Ancelotti também observou Bontempo no meio e Rayan no ataque, além de outras mudanças. A Seleção tenta reagir após empatar o primeiro encontro com os australianos. Trocar peças é parte do processo; chamar a posição de falsa não permite fabricar chances que não existiram.

O teste será julgado pelo que produzir quando a bola rolar. Se Raphinha circular e o time continuar parado, o único falso da história terá sido o entusiasmo com a prancheta. Se o ataque funcionar, ninguém precisará conferir a autenticidade do algarismo na camisa.


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