São Paulo consulta o primeiro turno e encontra uma recuperação de matemática

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Abra o caderno na página dos resultados que você preferia ter arrancado. O São Paulo ainda tem 11 jogos no Brasileiro e somou apenas nove pontos, no primeiro turno, contra os adversários que voltará a enfrentar. O exercício é simples. A expressão de quem faz a conta, não.

Com 36 pontos e a 11ª posição, repetir aquela sequência significaria chegar a 45. Esse número virou uma referência popular na luta pela permanência, mas não funciona como salvo-conduto: o corte depende do desempenho dos outros clubes. A tabela não assina declaração de tranquilidade antes do fim do campeonato.

É tentador recorrer às glórias antigas para resolver a questão. Infelizmente, a calculadora só aceita números desta edição. Apertar a tecla da memória pode trazer lembranças excelentes; não acrescenta três pontos no domingo. O professor imaginário até reconhece o currículo do aluno, mas continua esperando a resolução da pergunta que está na prova.

O clássico com o Santos será o próximo teste, e Calleri está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Dorival Júnior terá de buscar soluções para que a equipe produza mais do que a repetição automática do turno anterior. Copiar a resposta de uma prova ruim é uma estratégia especialmente ousada quando o corretor será o rival.

Existe espaço para fazer uma reta final melhor, assim como existe risco em tratar a pontuação projetada como chegada garantida. O São Paulo precisa aproveitar o que ainda pode mudar. Por enquanto, a única conclusão autorizada pela matemática é que consultar o histórico não vale como dever de casa entregue.

Não haverá ponto extra por caprichar na capa do caderno.


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