Grêmio recebe roteiro da semifinal e descobre viagem de volta já marcada

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O roteiro chegou antes do desfecho. A CBF definiu que o Grêmio receberá o Atlético-MG na ida da semifinal da Copa do Brasil e fará a volta em Belo Horizonte. É uma reserva de viagem com destino conhecido e resultado completamente aberto, detalhe que a agência de ansiedade do torcedor costuma imprimir em letras miúdas.

A sequência dá ao clube gaúcho o primeiro jogo diante de sua torcida. Depois virá a decisão fora de casa. Isso organiza deslocamentos, treinos e ingressos; não entrega vantagem automática. O gramado não aceita bilhete de embarque como comprovante de gol.

Um gremista fictício confere o trajeto e pergunta se a passagem de retorno pode ser emitida com escala na final. A companhia responde que não vende esse trecho antes do apito. O apelido de Imortal ajuda a atravessar discussões de bar, mas não dispensa o time de marcar e defender durante os dois confrontos.

Para o Atlético, o mando da segunda partida também tem peso. O adversário dispõe de tempo para construir sua própria vantagem e de uma Arena cheia na volta. Tratar qualquer dos dois jogos como mera formalidade seria economizar justamente a atenção que uma semifinal exige.

Resta ao Grêmio usar o calendário como ferramenta, não como profecia. A viagem está marcada; o lugar na decisão precisa ser conquistado. É o tipo de tarifa que ninguém consegue pagar com milhas de glórias passadas.


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