Reforços do Flamengo entram aos poucos; torcedor mede adaptação com cronômetro de micro-ondas

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Dezenove minutos parecem pouco até alguém esperar esse tempo olhando fixamente para um micro-ondas. Joaquín Freitas já soma esse período em campo pelo Flamengo e conseguiu oferecer uma assistência. Anthony Valencia, com seis minutos, mal teve tempo de descobrir qual companheiro recebe a bola mesmo quando não pede.

Os dois atacantes chegaram como apostas para um trabalho de prazo mais longo. Leonardo Jardim vem dosando a utilização e destaca o aprendizado necessário, inclusive na ocupação defensiva dos espaços. É uma adaptação real a um elenco competitivo, embora parte da arquibancada trabalhe com o prazo de validade de uma mensagem de áudio: passou de trinta segundos, já deveria ter resolvido.

Freitas participou dos jogos contra Remo, Corinthians e Bragantino. Valencia apareceu diante do Remo e ainda enfrenta a concorrência de Gonzalo Plata, cuja transferência ao Dínamo Moscou não se concretizou. O equatoriano que chegou num cenário de saída do compatriota encontrou o compatriota de volta. A vaga imaginada no papel ganhou chuteiras e foi treinar.

A torcida pode querer novidade, mas novidade não aumenta o número de jogadores permitido em campo. Para ganhar espaço, os reforços precisam entregar também o trabalho sem bola. O compacto de melhores momentos não costuma incluir a marcação bem-feita de um corredor; seria um vídeo muito útil, com baixíssimo potencial de viralização.

Freitas já deixou uma contribuição no placar e Valencia segue buscando a sua oportunidade. Nenhum cronômetro de cozinha substitui esse processo. Só falta convencer o torcedor de que apertar o botão de mais trinta segundos não obriga o treinador a fazer uma substituição.


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