Kauê Furquim atravessa três elencos e Bahia procura uma agenda com mais páginas

BAHIA
Aos 17 anos, Kauê Furquim já precisa conferir três vestiários antes de sair de casa. É artilheiro da Seleção sub-17, participa do sub-20 do Bahia e vem recebendo minutos com Rogério Ceni no time principal. Se algum dia ele aparecer no treino com três pares de chuteiras, será menos vaidade do que precaução administrativa.
Pela Seleção da sua faixa etária, foram oito gols em 12 partidas nesta temporada. Os dois mais recentes saíram contra o Canadá. Em Salvador, o atacante soma 14 jogos pelo profissional, com dois gols e uma assistência. O mesmo jogador cabe em planilhas diferentes; o fôlego, infelizmente para o departamento de calendário, continua sendo um só.
Uma repartição imaginária do clube abriu um guichê exclusivo para decidir qual categoria pode chamá-lo primeiro. O funcionário distribui senhas, mas a bola não respeita a ordem numérica. A graça do caso não está em declarar o menino solução pronta para o Brasileiro: as experiências no time de cima ainda são parte de uma formação que precisa de paciência.
O Bahia tem uma promessa em movimento, e a Seleção terá um atacante para observar antes do Mundial sub-17. Resta garantir que, entre uma convocação e outra, Kauê encontre tempo para ler a placa na porta do vestiário antes de entrar.





















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