Milly Vanilla: Enzo Díaz procura outro país e a filosofia das portas automáticas entra em campo
Enzo Díaz procura um clube fora da América do Sul, mas quase todas as janelas de transferência estão fechadas. O São Paulo vê seu lateral diante de um calendário que responde ‘não’ antes de ouvir a proposta. Esta é, evidentemente, a grande questão moral das portas automáticas.
Quando uma porta de supermercado não se abre para alguém, culpamos o sensor. Quando uma janela de futebol se fecha, culpamos o prazo. Mas quem representa politicamente essas superfícies de vidro? Elas obedecem sem direito a voto, acolhem quem chega no horário e são acusadas de crueldade por quem aparece depois. A sociedade exige transparência delas e nunca pergunta se prefeririam ser parede.
Proponho um conselho internacional para reconhecer a autonomia das portas automáticas. Não ajudará Enzo a assinar contrato em nenhum lugar, nem abrirá o mercado europeu fora da data. Justamente por ser inútil ao caso concreto, é impossível não perceber sua urgência filosófica.





















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