Jair Ventura completa um ano no Vitória e chama reta final de dez batalhas; calendário pede capacete

VITÓRIA
Um ano de permanência de um treinador no futebol brasileiro costuma ser comemorado como descoberta arqueológica. Jair Ventura atingiu a marca no Vitória e falou da continuidade enquanto projetava dez confrontos restantes no Brasileiro como dez batalhas. O calendário, discreto até então, pediu para receber adicional de periculosidade.
A escolha de palavras combina com uma equipe pressionada pela reta final, mas não transforma automaticamente cada treinamento em cena de filme de guerra. O Vitória está na parte baixa, fora do Z-4 na classificação consultada, e precisa de pontos. Entre discurso de resistência e tabela há um gramado, adversários igualmente interessados e a velha tarefa de criar chances sem depender de um slogan motivacional.
A diretoria pode até mandar gravar “continuidade” numa placa para o gabinete, tamanha a raridade local e nacional. O torcedor, mais pragmático, talvez prefira ver sequência de passes, recuperação de atletas e menos sustos no Barradão. Dez batalhas rendem um belo cartaz; dez escalações viáveis seriam uma contribuição ainda mais útil.
O aniversário do cargo é de Ventura, não da paciência da arquibancada. Ela poderá reconhecer a estabilidade sem assinar recibo antecipado pelos próximos resultados.





















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