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Bets recebem ordem para sair; patrocínios do futebol procuram borracha para as camisas

Escudo da Confederação Brasileira de Futebol

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O governo federal anunciou a suspensão das casas de apostas no Brasil, com previsão de que deixem de operar a partir de 6 de outubro. No futebol, a notícia atravessou as camisas como um vento forte: dirigentes acostumados a vender cada centímetro do uniforme agora precisam imaginar o que acontece quando um patrocinador inteiro sai de cena.

A bola não muda de tamanho, mas a planilha muda de humor. Há contratos, parcelas e orçamentos construídos em torno desse dinheiro. Nenhuma coletiva conseguirá transformar a ausência de receita em ‘ajuste tático’ sem que alguém pergunte quem cobrirá a vaga. O patrocínio estava tão presente que algumas camisas pareciam exigir legenda para localizar o escudo.

O anúncio ainda depende dos detalhes da medida e de seus efeitos concretos. Por isso, decretar hoje o destino financeiro de cada clube seria atuar como vidente com crachá de contador. O que já existe é a correria: departamentos comerciais terão de pensar em novos parceiros enquanto a torcida observa se a criatividade fora de campo será maior que a do ataque.

A marca pode sair do peito, mas o custo do futebol continuará chegando com data de vencimento. Quando o próximo dirigente disser que está tudo sob controle, o público talvez peça a demonstração prática: desta vez, sem apostar.


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