Thiago Silva reassume a voz do Fluminense e vestiário pede microfone com bateria extra

FLUMINENSE
Thiago Silva reassumiu a braçadeira do Fluminense e também a palavra antes de partidas importantes. Vídeos de bastidores mostram o zagueiro puxando preleções; três meses após voltar, ele participa de uma equipe que chegou à semifinal da Libertadores e ocupa o quarto lugar no Brasileiro. A braçadeira, nesse caso, veio com microfone invisível.
Aos 42 anos, ele não precisa inventar dramaticidade para convencer ninguém de que oportunidades têm prazo. Já falou aos companheiros sobre a possibilidade de esta ser sua última participação na competição continental. No vestiário, uma frase dessas pesa mais do que a trilha sonora de qualquer vídeo motivacional; ninguém quer responder ‘depois eu vejo’ a quem conhece o valor do depois.
Existe, porém, uma distância entre discurso e passe certo. Marcão pode aproveitar a liderança do capitão, mas a palavra não recompõe uma linha defensiva por comando de voz. O torcedor tricolor tem direito a gostar da cena e a pedir que a energia apareça também nos 90 minutos.
Se o Flu seguir avançando, talvez as falas de Thiago sejam lembradas como parte da história. Se tropeçar, não terá faltado eloquência. O capitão entregou a senha de entrada; os demais precisam abrir a porta com os pés.





















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