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Cruzeiro procura a parcela de Marlon e encontra o Grêmio na sala de espera da CNRD

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Em Belo Horizonte, alguém abriu uma planilha, seguiu a linha de Marlon e descobriu que a bola tinha saído pela lateral do financeiro. O Cruzeiro acionou a Câmara Nacional de Resolução de Disputas para cobrar o Grêmio pela compra do lateral esquerdo. O acordo previa 3,5 milhões de dólares em dez parcelas; a apuração jornalística aponta que somente a primeira foi paga.

Os clubes não confirmaram publicamente o tamanho exato do débito. Essa cautela importa: a cobrança existe, mas a aritmética precisa respeitar o que foi de fato apurado. O Cruzeiro ainda considera viável um entendimento fora da câmara. Pode ser a primeira negociação em que a expressão ‘tocar a bola’ terá de vir acompanhada de comprovante bancário.

Marlon ativou a cláusula de compra ao atingir o número de partidas como titular. É uma lógica esportiva impecável: ele entrou em campo, correu, marcou e transformou minutos jogados em obrigação financeira. O Grêmio poderia pedir que as parcelas também fossem escaladas, mas a CNRD talvez não aceite deixar nove delas no banco.

O lado mineiro quer receber e o gaúcho terá de responder. No meio, o jogador segue com contrato até 2028 e nenhum lateral merece ser obrigado a atuar como cobrador. Que a discussão encontre solução administrativa antes que alguém proponha decidir o saldo nos pênaltis.


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