COLUNA ESPECIAL

Dono da Bola
Fala, galera! Beleza?
Expliquei para o estagiário que queria uma coluna para falar como se eu fosse o dono da bola. Sabe aquele moleque ruim de bola, mas que tinha que ser escalado porque a bola era dele?
Pois é. Só que eu era bom pra caramba!
E não é que o estagiário entendeu literalmente que eu queria escrever uma coluna sobre ser o dono da bola? É dose, viu…
Aliás, eu deveria ter começado com aquela apresentação típica:
“Bem-vindos à nossa página! Blá-blá-blá, blá-blá-blá…”
Aqui vocês vão encontrar de tudo sobre futebol, sempre da maneira mais sarcástica possível. Aquele humor que, no fundo, é um reflexo do nosso futebol. Basicamente, o famoso “rir para não chorar”.
Mas absolutamente sem mi-mi-mi.
Aqui eu vou meter o pau sem precisar gritar igual ao Neto — digo, ao “Craque Neto”. Não vou dar mil voltas para falar uma besteira igual ao “Big House”. Também não vou ficar mandando beijo para a alma, para o coração ou para qualquer outro órgão espiritual cuja localização a medicina ainda não conseguiu determinar.
Falando sério: algum de vocês já deu um beijo na alma?
Sóbrio, eu pergunto.
Tampouco vou ficar em cima do muro igual a um certo ex-jogador são-paulino que se especializou nisso. Pelo jeito, ele nunca cai de lá.
E eu tenho autoridade para falar de futebol!
Na minha juventude — que, segundo os invejosos, foi há muito tempo —, eu já era um jogador moderno. Uma mistura de Kaká, Felipe Melo, Dunga, Alex e Nelinho. Um canhoto autêntico!
Eu sei o que você está pensando: “Que mistura mais louca é essa?”
Pois é. Eu estava muito à frente do meu tempo. Incompreendido.
Naquela época, eu já desempenhava essa função que hoje os comentaristas modernos chamam de “box-to-box”. E fazia muito bem, diga-se de passagem.
A única diferença é que, no meu tempo, ninguém dizia “box-to-box”.
Me chamavam de fominha.
Detalhes…
Ah, e não se esqueçam de conferir também as colunas dos nossos extremamente talentosos colunistas: Jucáca Fui, Milly Vanilla e Maurus Amargus. Apesar dos nomes um pouco incomuns, os artigos deles são repletos de comentários sábios, elaborados, absolutamente isentos e exclusivamente sobre futebol — ou, pelo menos, foi isso que me disseram que iriam fazer quando foram contratados.
Então acompanhem a nossa página, compartilhem com amigos e inimigos e enviem para aqueles grupos de WhatsApp da família — especialmente para aquele tio chato que vocês não aguentam. Mandem também para aquela gata ou aquele gatão que vocês querem impressionar com o seu profundo conhecimento futebolístico.
É um método infalível para conquistar o coração de qualquer um! Tão infalível quanto os planos do Cebolinha.
E deem sugestões para melhorarmos. Desde que sejam positivas, é claro. As negativas serão analisadas com toda a maturidade possível antes de bloquearmos o remetente.
E bora viver esse futebol apaixonante!
Beijos e abraços do Dono da Bola.
P.S.: Beijo na alma, não. Ainda não descobri onde fica.





















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