Corinthians deve direitos de imagem; e o espelho sem direito de resposta?

CORINTHIANS
O Corinthians atrasou direitos de imagem de seus jogadores. Há contratos, dois meses de pendências e uma solução óbvia: pagar o que foi combinado. A questão, porém, é maior do que o clube, maior do que o salário e, se pensarmos com coragem, maior do que o próprio espelho.
Quem defende o direito de imagem das superfícies refletoras do metrô? Todo dia elas devolvem rostos cansados sem consentimento, sem intervalo e sem uma comissão de ética para acolher o vidro. No ônibus, a janela escura ainda acumula a função de espelho e paisagem. É dupla jornada sem reconhecimento municipal.
Proponho o Movimento pelo Reflexo Digno: um banco para cada espelho de estação, pausa remunerada às 18h e uma campanha para que vitrines possam escolher quando espelhar. Alguém dirá que nada disso tem relação com o Corinthians. Exatamente: essa resistência prova a urgência do debate.
O clube deve quitar sua dívida. Depois, talvez possamos finalmente ouvir o que tem a dizer aquele espelho ao lado da catraca.




















