Diniz recua Garro, adianta Memphis e manda a crise procurar outro espaço

CORINTHIANS
A pausa chegou ao Corinthians com uma missão delicada: convencer a equipe de que o returno existe, mas não precisa ser encarado diretamente. Lanterna dessa metade do campeonato, o clube aproveita a Data Fifa para reorganizar Garro, Memphis, Yuri Alberto e, se houver tempo, a autoestima.
Fernando Diniz estuda recuar Garro para a função de camisa 8 e aproximar Memphis do centroavante. A ideia é simples no desenho: a bola começa atrás, encontra quem pensa e termina perto de quem chuta. No gramado, naturalmente, haverá adversários, o que sempre complica bastante a teoria.
Gui Negão ajudou a empurrar Memphis para a frente depois da derrota por 3 a 1 para o Fluminense. É o tipo de descoberta que o futebol oferece com delicadeza: quando um atacante joga perto do gol, às vezes fica mais próximo de fazer gol. O departamento tático registrou a ocorrência e prometeu investigar.
Yuri Alberto é esperado de volta para completar o quebra-cabeça. Seus movimentos diagonais devem abrir espaços, desde que os espaços estejam de acordo e não tenham sido previamente ocupados pela ansiedade da arquibancada. Garro constrói, Memphis circula, Yuri ataca; a crise, sem posição definida, marca por zona.
Se funcionar, o Corinthians terá encontrado uma formação. Se não funcionar, restará a grande tradição nacional de trocar as setas da prancheta e chamar a nova direção de projeto. Até lá, o time treina em paz: a tabela não foi convidada para a atividade.





















Deixe um comentário