Atlético tem nove estrangeiros, Chape tem poucos e a alfândega prevê clássico


ATLETICO MINEIRO · CHAPECOENSE
A redução futura do limite de estrangeiros encontrou Atlético-MG e Chapecoense em lados diferentes da catraca. O clube mineiro reúne nove atletas de fora; a equipe catarinense está entre as que chegam ao limite de 2030 sem precisar vender ninguém, naturalizar ninguém ou descobrir um avô em Governador Valadares.
Para o Atlético, a regra inaugura quatro anos de planejamento — período suficiente para contratar mais seis estrangeiros, trocar três diretores e declarar surpresa quando o prazo estiver próximo. Para a Chapecoense, surge uma rara vantagem competitiva: ter menos recursos finalmente recebeu aparência de estratégia.
A CBF diz querer mais espaço para jovens brasileiros. Os clubes concordam com a importância da base, especialmente quando o jovem já está valorizado, vendido e pronto para financiar a contratação de um meia argentino de 29 anos.
Quando Atlético e Chape se enfrentarem novamente, haverá futebol, marcação e bola parada. Mas a disputa verdadeiramente moderna ocorrerá antes: na planilha de nacionalidades, onde cada passaporte já começa a valer quase como um volante.





















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