Maurus Amargus: 43,1% de risco transforma o empate do Corinthians no fim do mundo com decimal
O Corinthians empatou com o Vitória e viu a probabilidade de rebaixamento subir de 38,9% para 43,1%. É horrível. O clube trocou oito derrotas por um ponto e ainda conseguiu sair da rodada com a matemática mais hostil, como se a calculadora tivesse sido contratada para vaiar.
Ficar em 16º, apenas um ponto acima do Internacional, é péssimo. Não existe heroísmo em morar ao lado do abismo e elogiar a vista. O empate em casa contra um adversário direto foi uma porcaria embrulhada em discurso de mudança, entregue à torcida com recibo e recomendação de não abrir perto de crianças.
Yuri Alberto voltou a marcar depois de quase três meses, mas nem isso salva a noite terrível. Um gol interrompe o jejum do atacante; não interrompe a angústia coletiva, não paga juros na tabela e não transforma rádio de arquibancada em comissão técnica. Seedorf observou tudo do alto e deve ter descoberto que o fundo do poço também oferece assento numerado.
Agora vem o Vasco, outro adversário próximo na classificação. Perder será o fim do mundo; empatar será o ensaio geral do fim do mundo; vencer talvez apenas adie o fim do mundo para a rodada seguinte. O Corinthians conseguiu dar uma casa decimal ao apocalipse e ainda chamou isso de ponto conquistado.




















