Palmeiras faz dois em nove minutos, perde Andreas para a bola intrusa e leva a liderança provisória
Duas bolas participaram da noite em Curitiba. A oficial ajudou o Palmeiras a abrir 2 a 0 em nove minutos; a clandestina apareceu depois e tirou Andreas Pereira do jogo. Entre uma e outra, o Athletico descobriu que começar devagar contra um candidato ao título é como chegar atrasado ao aeroporto e pedir que o avião dê ré.
Mauricio fez o primeiro aos cinco, aproveitando a combinação com Flaco López e um ângulo que parecia ter sido desenhado por um arquiteto vingativo. Quatro minutos depois, Piquerez cobrou falta por fora da barreira e surpreendeu Mycael. O placar estava pronto antes de parte da arquibancada terminar a discussão sobre onde estacionar.
Aos 41, veio a participação especial do objeto não credenciado. Uma bola lançada da torcida entrou no gramado, Andreas a chutou enquanto o jogo seguia, recebeu o segundo amarelo e deixou o Palmeiras com dez. O meia admitiu o erro e chamou o gesto de instinto; o instinto, consultado pela reportagem imaginária, pediu para não ser escalado novamente.
O Athletico teve posse e volume no segundo tempo, mas não transformou a superioridade numérica em gol. Carlos Miguel trabalhou quando necessário, enquanto a defesa palmeirense tratou o restante como uma longa reunião cujo único objetivo era não alterar a ata.
Com 66 pontos, o Palmeiras assumiu provisoriamente a liderança e entregou a pressão ao Flamengo, que ainda enfrenta o Bahia. O Verdão saiu da Arena da Baixada com três pontos, dez jogadores e a certeza de que, na próxima viagem, talvez seja prudente conferir também a escalação das bolas.




















