Maurus Amargus: poupar e perder em casa é uma porcaria com tomada desligada
O Fluminense poupou jogadores e perdeu por 2 a 1 no Maracanã. Horrível. Terrível. Uma porcaria. Chamaram isso de administração de elenco, mas eu reconheço uma pane elétrica quando vejo a fumaça saindo da tomada.
O time abriu o placar e depois permitiu que Gabigol e Coutinho virassem em poucos minutos. Péssimo. Os reservas descansaram os titulares e cansaram a paciência de todo mundo. Se essa era a preparação emocional para enfrentar o Palmeiras, o plano foi desenhado por alguém que confunde colete tático com pano de chão.
Fábio ainda evitou um desastre maior. Neymar acertou a trave, outras chances apareceram e o 2 a 1 ficou educado demais. O Fluminense preservou pernas, perdeu pontos e entregou vaias à torcida. É o pacote completo da mediocridade preventiva.
Na quarta-feira será preciso reverter a desvantagem da semifinal. Com esse futebol, o fim do mundo não virá montado num cavalo: chegará de ônibus, atrasado, e mesmo assim encontrará a defesa dormindo. Nada funciona, tudo ameaça quebrar e até a esperança deveria entrar com capacete.
Poupar para decidir pode ser sensato. Poupar, perder e chamar isso de cálculo é transformar pessimismo em contabilidade criativa. O Fluminense diz que carregou a bateria. Eu só vejo o cabo solto e uma faísca anunciando o apocalipse.




















