Kaio Jorge faz três, cobra inteligência e transforma a Arena do Grêmio em sala de recuperação do Cruzeiro
A bronca veio antes do troféu imaginário de melhor funcionário do mês. Com o Cruzeiro perdendo por 2 a 1 no intervalo, Kaio Jorge reclamou da displicência e da falta de inteligência da equipe. Voltou ao campo e apresentou a solução no formato mais didático possível: gol, gol e mais um gol.
O Grêmio abriu o placar com Carlos Vinícius, de pênalti, e ainda recuperou a vantagem com Pavón depois do primeiro empate cruzeirense. Era uma tarde em que o time gaúcho encontrava a saída do Z4 duas vezes e guardava a chave no bolso. Kaio, porém, aparentemente tinha uma cópia feita no chaveiro da esquina.
Matheus Pereira serviu o atacante, que empatou no primeiro tempo, tornou a igualar logo após o intervalo e completou a virada aos 15 minutos da etapa final. João Marcelo fechou o 4 a 2 depois da expulsão de Kannemann. O Cruzeiro transformou uma conversa ríspida de vestiário numa apresentação de PowerPoint com quatro tópicos, todos dentro da rede.
Os três gols levaram Kaio a dez em oito partidas contra o Grêmio. Há adversário preferido e há cadastro de dependente no imposto de renda. Para o Imortal, encontrar o camisa 19 está deixando de ser jogo e virando cobrança recorrente no cartão.
A vitória colocou a Raposa no G4 e devolveu volume à candidatura continental. O Cruzeiro saiu de Porto Alegre com três pontos, quatro gols e a confirmação de que, quando Kaio pede inteligência, é prudente levar caderno, caneta e dois zagueiros extras.




















