Flamengo chega a dez expulsões, e o departamento de disciplina pede reforço na marcação
O Flamengo visita o Bahia levando chuteiras, uniformes e uma coleção de cartões vermelhos que já exige inventário próprio. São dez expulsões em 56 partidas na temporada, uma a mais do que o clube acumulou em 78 jogos no ano anterior. O líder aprendeu a disputar títulos e, paralelamente, a testar quantas cadeiras o banco realmente comporta.
Nos últimos cinco compromissos, dois terminaram com um rubro-negro mandado embora. Em ambos, Jorginho recebeu a ordem de saída. O meia volta após suspensão e já soma três vermelhos no ano, desempenho que o coloca na artilharia interna de uma competição que ninguém deveria querer vencer.
Pulgar e Paquetá também passaram perto da fronteira disciplinar em lances recentes. O problema, portanto, não cabe apenas numa ficha individual: espalhou-se pelo elenco como grupo de mensagens depois de uma arbitragem polêmica, com todo mundo digitando ao mesmo tempo.
A lembrança da Arena Fonte Nova tampouco ajuda. Na visita anterior ao Bahia, o Flamengo terminou com dois jogadores a menos e perdeu por 1 a 0. Agora tenta preservar a liderança do Brasileiro enquanto administra a proximidade da semifinal da Libertadores, calendário em que qualquer expulsão transforma planejamento em origami.
A tarefa imediata parece simples: jogar futebol com onze. Para um elenco tecnicamente forte, deveria ser cláusula básica, quase tão automática quanto entrar com goleiro. O departamento de disciplina, no entanto, já pediu colete, prancheta e espaço na comissão técnica.




















