Grêmio chega à final com Carlos Vinícius estragando a pressa do Atlético
GRÊMIO · ATLÉTICO-MG
Renan Lodi marcou e fez a reação do Atlético-MG parecer possível. Carlos Vinícius empatou de cabeça e devolveu ao mandante o trabalho que ele imaginava começar a reduzir. O Grêmio saiu da Arena MRV com o 1 a 1 e a vaga na final da Copa do Brasil. Foi uma maneira bastante inconveniente de participar da recuperação que o adversário pretendia organizar.
O gol gremista veio em cruzamento de Noriega, ainda no primeiro tempo. Para o Atlético, sofrer o empate significou perder parte do impulso do próprio gol. Para o visitante, significou voltar a jogar sem a mesma urgência. Há poucas respostas tão pouco solidárias quanto cabecear para dentro justamente quando o outro time começa a acreditar que encontrou o caminho.
Na etapa final, chuva e um jogo mais travado dificultaram a tentativa atleticana; Vitão acabou expulso. A eliminação não pode ser atribuída a uma única imagem conveniente. O Galo tinha um confronto para reverter e terminou sem fazê-lo. A explicação que escolher apenas o último lance será mais fácil de pronunciar, mas deixará quase toda a semifinal sem assunto.
Para o Grêmio, a alegria vem acompanhada de uma contradição concreta: finalista de copa e ainda em luta contra o rebaixamento no Brasileiro. A reportagem da Folha registra o time em 18º, com 37 pontos. Não há queda consumada. Há uma decisão conquistada e outro problema que não desaparece porque uma competição produziu uma noite feliz. O torcedor pode comemorar; a temporada não lhe concedeu o direito de relaxar por completo.
O adversário da final sairá de Vasco e Palmeiras. Renato pode assistir à outra semifinal sem precisar defender um cruzamento, privilégio considerável depois do trabalho em Belo Horizonte. Carlos Vinícius já fez sua intervenção. Quem esperava que o Grêmio colaborasse com a pressa atleticana descobriu que centroavante adversário costuma ter uma compreensão bastante limitada da felicidade dos outros.




















